Os Frutos

 

 
 
 

Papa Bento XVI no encontro mundial com os Sacerdotes

 

O Ano Sacerdotal acabou, mas os seus frutos permanecerão conosco, ficarão na vida da Igreja. Já podemos até identificar alguns:

1. A ORAÇÃO PELOS SACERDOTES:

Com o Ano Sacerdotal aumentou as iniciativas de oração pelos Sacerdotes. A Igreja se mobilizou numa grande intercessão em favor da santificação do Clero. Em alguns lugares foi resgatada esta prática que já havia sido abandonada. Não apenas se resgatou,  mas foi dada para a Igreja um novo alento, uma nova força e uma nova unção  para se rezar, com um maior zelo e carinho pelo Sacerdócio.

Pastorais, movimentos, congregações, novas comunidades, dioceses inteiras, todos juntos orando, cada um no seu carisma, com o seu jeito próprio de servir. E assim,   foram buscar os caminhos para atender ao chamado do Papa para este Ano Santo Sacerdotal.

E este é o primeiro grande fruto, o Ano Sacerdotal termina com  uma Igreja mais orante, mais intercessora, mais aos pés do Sacrário, mais com o terço nas mãos, mais dependentes  de Deus e da  sua Palavra. A começar pelos seus próprios Sacerdotes. Sacerdotes se dedicando mais à vida de  oração. Sacerdotes mais dependentes de Deus. Sacerdotes mais submetidos ao Evangelho de Jesus Cristo.  Sacerdotes mais fiéis. E mais santos. Por causa da força dessa oração que se levantou na Igreja.

Uma oração, que agora com o término do Ano Sacerdotal, precisa se tornar ainda mais forte, ainda mais eficiente. Precisa ser continuada,  para poder alcançar aqueles que ainda não foram e que necessitam muito da nossa intercessão.

Deixamos aqui algumas sugestões: oração do Cenáculo do Movimento Sacerdotal Mariano;  oração do Cerco de Jericó, promovida pelas Dioceses em favor dos Sacerdotes e da própria Diocese, mobilizando toda a Diocese; aumento do número das Adorações ao Santíssimo  Sacramento; incentivar a criação de grupos de intercessão específicos para rezarem pelos Sacerdotes nas Paróquias; intensificar e promover a oração da via-sacra, terços e vigílias.   

 2. O CUIDADO COM O SACERDÓCIO:

Com o Ano Sacerdotal, pudermos ver  o rosto da nossa Mãe  Igreja se voltar com uma atenção toda  especial para com os seus filhos Sacerdotes.  Pudermos ver bem  o seu cuidado maternal, o seu olhar  atento e ao mesmo tempo  preocupado e cheio de confiança  com  todos aqueles que deram o  seu < sim >  para a vida consagrada. E nesta ação, ficou claro o protagonismo do nosso querido Papa Bento XVI, em todo o seu zelo pastoral para com o Sacerdócio: 

 < O Sacerdote é um dom do Coração de Cristo: um dom para a Igreja e para o mundo. Do coração do Filho de Deus, transbordante de caridade, brotam todos os bens da Igreja, e de modo particular tem sua origem a vocação daqueles homens que, conquistados pelo Senhor Jesus, deixam tudo para dedicar-se inteiramente ao serviço do povo cristão, sob o exemplo do Bom Pastor >. Papa Bento XVI (13.06.2010)

O Ano  Sacerdotal já desde a escolha do seu tema: < Fidelidade de Cristo, Fidelidade do Sacerdote > deixa para nós um outro grande fruto: o fortalecimento da dignidade do Sacerdócio, que de nenhuma maneira pode ser subtraída, pode ser tirada ou roubada da vida da Igreja. Esse fruto abre a porta para que muitos outros serviços possam surgir com mais força e objetividade para ajudar, socorrer e proteger o Sacerdócio de tantos perigos e ataques,  que tem enfrentado nos dias de hoje.  

Nós da Comunidade Família de Deus, na vivência do nosso carisma de Servos do Coração Eucarístico de Jesus, sempre fomos chamados a trabalhar em favor do Sacerdócio e de forma específica em ajudar aqueles Sacerdotes que possam estar vivendo numa crise existencial,  moral, ética e em discordância com o Magistério da Igreja e à autoridade do Papa e a do seu Bispo.

Acreditamos que se faz necessário o serviço de Casas de acolhida e de recuperação para padres com problemas de homossexualismo, pedofilia, fornicação… Bem como a criação de uma Pastoral voltada para atender exclusivamente estes casos. Nestes últimos 12 anos temos lutado e insistido neste caminho de auxílio diante de casos tão tristes e que tanto degradam a dignidade do Sacerdócio e a vida de uma Diocese.

Entendemos que o Ano Sacerdotal trouxe a oportunidade, fez criar o momento para que essas iniciativas e outras sejam tomadas pelas autoridades da Igreja, ao invés das coisas continuarem como sempre foram. Onde um padre pedófilo, homossexual, fornicador, maçom  e com outros desvios de conduta  era mantido em muitas Dioceses com a sua vida errada, com a sua vida dupla, com a sua vida de infidelidade e de contra testemunho. 

Estamos confiantes que os frutos do  Ano Sacerdotal farão  acabar com esse tempo   e essa conduta da Igreja, que vemos acontecer em tantas  Dioceses,  de esconder e proteger esses erros tão graves. Que tendo em vista a grande dignidade do Sacerdócio muitas Dioceses irão tomar as providências corretas  em todos estes casos.  E que antes de qualquer outra coisa a DIGNIDADE DO SACERDÓCIO SERÁ PRESERVADA. Alegres na esperança  sempre aguardamos por estes dias. E eles já  chegaram !!!

 3. A PURIFICAÇÃO DA IGREJA:

 E chegaram mesmo. Não por acaso, estamos vendo surgir tantos  casos de pedofilia envolvendo Sacerdotes em várias Dioceses mundo a fora, justamente dentro do Ano Sacerdotal.  Não é uma triste coincidência, já é uma conseqüência, já é um fruto, já é a Providência de Deus agindo para purificar a sua Igreja.

E isso é só o começo, porque tudo o que estiver escondido, tudo o que estiver atingindo a dignidade  do Sacerdócio  irá aparecer. Esse processo de purificação irá atingir ainda muitas outras Dioceses. Irá alcançar  todos os  padres com a suas amantes e filhos; os padres, bispos e arcebispos maçons; os padres fornicadores;  os padres  homossexuais; os padres pedófilos; os padres que servem a si mesmos e todos os Sacerdotes que estão em desobediência com o Magistério da Igreja e não vivem em comunhão  com o seu Bispo.  Agora que o Ano Sacerdotal terminou, este processo de purificação ficará  ainda mais acelerado. Será ainda mais forte e irreversível.  Ainda iremos nos deparar com muitos momentos de dor e de sofrimento. Com muitos escândalos envolvendo padres e tantas autoridades da  nossa Mãe Igreja.

Mas é a Igreja vivendo o seu momento de purificação, onde a última palavra ficará com os seus santos. Onde os que permanecerão serão aqueles que se esforçaram em buscar uma vida de santidade.   Este processo de purificação não é uma caça às bruxas. É uma oportunidade para a conversão e santificação do  clero. Como pensar num Sacerdote sem essa busca, sem este compromisso  de uma vida de  santidade?! Já estamos vivendo neste tempo em que  ou somos santos, ou somos nada.  

Tudo o que estamos vendo acontecer no Ano Sacerdotal  é a graça de Deus agindo. É  a graça de Deus purificando. É a graça de Deus chamando  aqueles que são seus ao caminho da volta. É a graça de Deus chamando seus Sacerdotes para  viverem o Amor e a Verdade. Não existe Sacerdócio sem o Amor e a Verdade. É um tempo de resgate para aqueles que ainda querem ser resgatados. E para aqueles que não querem é um tempo de deixar a Igreja. E para os que buscavam a santidade e já viviam a fidelidade, é um tempo de muitas graças, de muitos frutos. Por isso, não nos cansamos de dizer: < ANO SACERDOTAL, UM ANO DE GRAÇAS PARA A VIDA DA IGREJA. ESSAS GRAÇAS PERMANECERÃO!  >

 Ernesto Peres de Mendonça – Comunidade Família de Deus

 

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