Nossa incapacidade de amar – II

“Não faço o bem que quero, mas o mal que não quero… Quando quero fazer o bem, o que me deparo é o mal”!

Essas palavras de São Paulo dirigidas aos romanos, retrata com precisão o coração do ser humano.

Nós somos bem assim, deixamos de fazer o bem que queremos, e acabamos fazendo o mal que não queremos. Somos traídos no que sentimos, no que falamos e no que acabamos fazendo.

Esta é a nossa condição de pessoas. Faz parte da nossa condição humana. Não podemos, por nós mesmos, fugirmos desta realidade.

E infelizmente, mesmo querendo amar, mesmo com boas intenções, muitas vezes não conseguimos evitar o mal que não queremos… Isso acontece na nossa família, com os nossos amigos, no trabalho e até mesmo dentro das nossas comunidades…

Fazer o mal, significa deixarmos de amar. Quantas vezes, enquantos momentos da nossa vida foi assim, não amamos como deveríamos ter amado. E ao invés do amor, agimos justamente ao contrário, nossas atitudes foram de desamor.

A intolerância ao invés da compreensão. A mentira no lugar da verdade. O nervosismo, a ira, a raiva, e até mesmo a vingança. E não a paz, o perdão, a afabilidade.

Até o ponto de aceitarmos que o egoísmo e o ódio tome conta de nossas vidas. E assim, vamos deixando de ser aquilo para que fomos criados de verdade. Vamos perdendo a nossa identidade de sermos feitos à imagem e semelhança de Deus.

Sem o amor a nossa natureza humana vai se desfigurando por completo. E o que temos hoje é um mundo desfigurado. As pessoas amando cada vez menos. E o mal cada vez mais tomando conta dos nossos corações, impulsionando o nosso modo de viver.

Pela falta do amor as famílias fracassam. Esposo e esposa se separam. Pais e filhos não vivem mais juntos. Irmãos não se falam. As pessoas deixam de ser amigas umas das outras.

A falta do amor faz aumentar a miséria, a fome, o desemprego, a injustiça social.

É a falta do amor que faz a humanidade andar para trás.

Precisamos ter esta certeza: o maior problema das nossas vidas é a nossa incapacidade de amar. E precisamos resolver isso com a maior urgência…

E não podemos fazê-lo sozinhos. Precisamos ter um encontro pessoal com Jesus ressuscitado. E com Ele nos transformarmos (conversão) em pessoas novas.

A prática da fé em Jesus Cristo vai nos levar a amarmos mais. Não existe fé sem o amor. Sem aprendermos a amar de verdade.

Com carinho
Ernesto Peres de Mendonça
Servo do Coração Eucarístico
Na Festa de Nossa Senhora das Dores

— com Ernesto Peres de Mendonça.Imagem

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