O Cristo partido nas mãos do Sacerdote

 

O momento da Santa Missa que mais me chama a atenção é o instante em que o padre parte a Hóstia Consagrada. Naquela hora já aconteceu o milagre eucarístico. É a pessoa de Cristo que está sendo partida pelas mãos do sacerdote. Eu fico mesmo impressionado com esta cena: Cristo sendo Deus, está lá escondido na aparência do pão, e se deixa partir por amor a cada um de nós !!!

É muito amor !!! Amor que se parte; que se dá completamente; que vira alimento. Amor sacrifício. Amor sofrimento. Amor que ama até doer. Amor total, sem restrição alguma.

A Hóstia partida pelas mãos do padre me faz pensar na cruz, no coração transpassado de Cristo, no lava pés, e tantas coisas…

Não falo daquele lava pés realizado por Jesus na última ceia, mas do nosso lava pés de todos os dias, o qual nós somos chamados a fazermos uns com os outros.

O lava pés do esposo e esposa, dos pais e filhos. Entre os irmãos. E não só no âmbito familiar.

Mas também se estendendo nas nossas paróquias, passando de pastoral em pastoral. O lava pés, ao invés das fofocas e dos disse me disse, das maledicências e calúnias, das disputas e intrigas, e de tantas divisões que acabam engessando, imobilizando as nossas comunidades.

Um lava pés que venha alcançar todas as dioceses. E que nos leve à obediência às autoridades eclesiais; à fidelidade ao Magistério da nossa Mãe Igreja.Alcançando todos os filhos e filhas da Igreja, a começar dos padres, bispos, arcebispos, cardeais, religiosos. Um lava pés, que por causa da vivência desse amor serviço, desse amor desitenressado e gratuíto, venha nos trazer o fruto da verdadeira unidade. Unidade que nasce da Eucaristia e nos leva novamente para Ela.

O lava pés do qual me refiro vai além das encenações da Semana Santa e deveria estar presente nos nossos relacionamentos diários. Fazer parte da nossa vida, das nossas atitudes e motivações em favor do nosso próximo. Especialmente daqueles mais necessitados.

Estou dizendo dessa atitude interior de se dar, de se oferecer, de se entregar, de se abrir e se partir por amor. Primeiro, amor a Deus, e porque amamos a Deus, nos abrimos para amar também o nosso próximo como a nós mesmo. E infelizmente isso não acontece, não vivemos esse lava pés assim, na intensidade que a Eucaristia nos pede.

E por que não?

Porque não nos deixamos partir como o Cristo Sacramentado se parte. Por que não amamos com o amor eucarístico que vem do Coração Transpassado de Cristo presente nos sacrários do mundo inteiro. Porque ainda não somos para Deus, e insistimos em sermos para nós mesmos. Porque uma grande maioria de católicos, ainda se contenta em apenas ir na Santa Missa e não de celebra-la com a vida e o coração.

Neste tempo da  Quaresma, deixemo-nos eucaristisar por Ele, que sempre  se parte em favor de nós a cada Santa Missa pelas mãos do Sacerdote.

Ernesto Peres de Mendonça 

 

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