Maternidade Espiritual – Estamos em campanha: adote um Sacerdote!

 

 

 

Nós da Comunidade Família de Deus lançamos aqui neste blog, desde o  começo do ano,  a Campanha  Adote um Sacerdote espiritualmente. Veja agora, a  nossa conversa  com o Ernesto, que esta  na coordenação desta campanha:

 

Coração Sacerdotal:  Por que a campanha Adote um Sacerdote espiritualmente?!

Ernesto: Bom, para responder esta pergunta, precisamos voltar um pouco no tempo, vamos lá para o ano de 2007 quando a Congregação para o Clero no dia 08 de Dezembro nos brindou com  uma carta pedindo para promovermos  << Momentos  de Adoração Eucarística pela santificação dos sacerdotes e maternidade espiritual >>. Na verdade  esta nossa campanha para adotar um Sacerdote espiritualmente  refere-se a esta maternidade espiritual e  ao compromisso que toda a Igreja é chamada a rezar e a interceder  pelos nossos Sacerdotes. Nossa intenção é de ajudar a promover esta maternidade espiritual e que mais pessoas, grupos, movimentos, pastorais, dioceses inteiras se lançem com mais ardor, com mais ousadia e coragem  neste pedido da Congregação do Clero.

Coração Sacerdotal: Existe alguma razão especial da Comunidade lançar esta Campanha agora, já que você se refere a uma carta da Congregação do Clero de 2007?

Ernesto: Sim, há uma razão muito especial, nós não podemos nos esquecer de jeito nenhum, vivemos um momento de intensas graças  para a vida da Igreja que foi o ANO SACERDOTAL  de Junho de 2009 a 2010.   Mas o Ano Sacerdotal não pode ser visto como algo que já passou; não, ele não acabou. O Ano Sacerdotal continua, estamos vivendo agora o momento de tomarmos posse de tudo o que significou este Ano Santo  para Igreja, precisamos tomar posse de todas as suas  graças  e colocá-las em prática, sem desperdiçarmos nenhuma delas. Isso – é claro –   vai exigir de nós ações concretas, vai nos desafiar, vai nos levar  a novos caminhos, a novas respostas que possam socorrer a integralidade da dignidade do Sacerdócio, e por consequência, socorrer a necessidade dos Sacerdotes naquilo que mais estiverem precisando.   Este tempo pós Ano Sacerdotal é para ser um tempo de muito trabalho, feito com muito mais amor e dedicação pelo bem dos Sacerdotes do mundo inteiro.

Coração Sacerdotal: Você pode falar mais sobre a campanha, para que seja melhor entendida pelas pessoas?

Ernesto: Com esta iniciativa esperamos alcançar três objetivos: 1.) Que cada um que participa da vida da Igreja, tome consciência de que a sua oração pessoal, sua adoção e maternidade espiritual por um Sacerdote é indispensável.  2.) Acreditar e se dedicar a esta oração, até diariamente se for possível. O importante não é o que se vai orar pelo Sacerdote, mas como vai ser feita esta oração. O Pe. Pio nos diz que a oração é a chave que abre o Coração de Deus. Imagine uma  paróquia inteira, uma Diocese inteira orando nessa intensidade, nessa fé, nesse amor pelos seus Sacordotes, quantas coisas surpreendentes irão acontecer, não é mesmo ! 3.) Esperar pelos frutos dessa maternidade espiritual, porque eles virão sem dúvida nenhuma.

Coração Sacerdotal: Alguma sugestão para como se fazer esta oração? 

Ernesto: Como eu disse antes, o importante não é o que, mas como iremos rezar pelos Sacerdotes. Não é o que devemos fazer para assumirmos esta maternidade espiritual, mas como. Então, deixamos cada um bem à vontade para fazer aquilo que o seu  “coração pedir”. Ao adotar um Sacerdote, você vai se tornar seu intercessor, vai se dedicar a rezar mais por ele. Consagre-o  ao Coração Imaculado de Maria, ao  Sagrado Coração de Jesus. Peça o Espírito Santo sobre ele diariamente. Vai fazendo assim.  Como se a sua oração fosse “criando uma cordão umbilical com este Sacerdote e através dele a vida de Jesus fosse passando para ele.” Quanto mais amor você tiver por ele nesta oração, mais a vida de Jesus irá chegar até este Sacerdote.  É isso que é o mais importante.  Fazendo isso, você já estará fazendo muito pelos nossos Sacerdotes. Mas podemos avançar mais, podermos ir mais longe… Isso que eu falei  é o primeiro passo…

Coração Sacerdotal: O que seria este avançar?

Ernesto: Para quem ainda não assumiu essa maternidade espiritual pelos Sacerdotes, já é um grande  passo ter essa consciência do valor da sua oração pessoal  e de poder  rezar pelos Sacerdotes, como disse antes.  Mas a verdade é que esta oração irá nos abrir para novos caminhos e eu diria assim até  surpreendentes. Digo pelo que nós mesmos vivemos dentro da Comunidade Família de Deus, com a vivência do nosso carisma de Servos do Coração Eucarístico de Jesus, onde  somos chamados a rezarmos pela santificação dos Sacerdotes.  Depois de  passarmos mais de 15 anos orando por eles, vimos o Senhor nos levar a ações concretas de ajuda ao Sacerdote em perigo.  Não é algo fácil, dá muito trabalho, há uma  luta espiritual intensa, sabemos com quem estamos lutando, não lutamos contra homens. Mas tudo  é lindo, é maravilhoso.  Entramos  dentro de um movimento da Providência de Deus, acabamos fazendo parte desse movimento, em que vemos a Misericórdia de Deus ir  buscar  e ir resgatar  a integralidade da dignidade do Sacerdócio.   

O Ano Sacerdotal veio dar esse tempo de resgate para todo o Sacerdócio que possa de fato estar em perigo e de alguma forma não esteja mais vivendo na Fidelidade de Cristo. Então, sem dúvida nenhuma,  as orações das pessoas que venham assumir uma maternidade espiritual e adotarem espiritualmente um Sacerdote irão abrir as portas para muitas outras graças e ações em favor dos nossos Sacerdotes.  Penso que esta adoção espiritual possa ser o primeiro passo, para chegarmos a outros serviços em favor do Sacerdócio: Casa de apoio ao Sacerdote, para ajudá-lo na recuperação da sua santidade e fidelidade para com a Igreja; Pastoral Presbiteral; Ministério de Intercessão só para os Sacerdotes (como já existem em algumas Dioceses); e muito mais ações neste sentido de cuidar e zelar pelo Sacerdócio.

Coração Sacerdotal: Deixe uma palavra  para fechar a nossa conversa.

Ernesto: O diabo tem uma prioridade: ele trabalha 25 hs por dia para neutralizar todas as ações de um Sacerdote, no potencial e graça que este Sacerdote  é chamado para salvar as almas das pessoas. Sou obrigado a elogiá-lo: o diabo é um sujeito trabalhador, pena que trabalhe para o que é mau. E ele trabalha incansavelmente para destruir os nossos Sacerdotes! Temos então que saber vigiar e cuidar para que não sejamos tão vulneráveis aos ataques deste inimigo de Deus, que é nosso inimigo e inimigo da Igreja. Esse bichão já entrou dentro da Igreja, não podemos deixar ele pintar e bordar, e ficar por ai   jogando no lixo a dignidade dos nossos Sacerdotes. Temos que nos defender com a melhor arma que possuímos: a oração.  Que a nossa Igreja possa se levantar como um grande exército  numa oração poderosa pelos nossos queridos Sacerdotes. Obrigado !!!

Divulgue esta Campanha, para que muitas pessoas possam assumir a sua maternidade espiritual em favor dos  nossos Sacerdotes !!!

 

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Uma resposta

  1. Por tudo que li aqui, já faço parte do que vcs pedem, mas sem dizer nada a ninguém .Oro pelos sacerdotes em geral e por meu pároco em especial. Vou passar a divulgar a campanha entre amigos e parentes. Começarei repassando suas mensagens.
    Se vcs acharem que posso fazer algo mais por essa campanha, me avisem.
    Fui criada indo ao Seminário, pq minha mãe pertencia à Obra das Vocações Sacerdotais, que ajudava o Seminário São José, qdo ele ainda era em São Vicente.
    Ela sentia remorso, pq um de meus irmãos esteve alguns meses no Seminário, mas saiu por causa de uma doença de tratamento difícil (vitiligo). Ele só tinha 9 anos e não fazia o tratamento direito no Seminário. O médico recomendou – porque a mancha aumentou muito no período em que esteve lá – e minha mãe tentou falar com Pe. Borowski, mas ele discutiu com ela, dizendo que pra ser sacerdote ele tinha que aprender a ter disciplina; que às 17 horas tocava um sino, sinal de que estava na hora de quem tinha que tomar injeção. Mas ele não ia todo dia; era sub-cutânea, não sei se doía (eu só tinha 4 anos então) ou ele só ficava brincando e esquecia de ir.
    Enfim, mamãe depois disso passou a fazer parte da Obra. Como para compensar, ajudando os seminaristas pobres, o candidato que ela havia retirado de lá. Todos já morreram: papai em 57, mamãe em 72, o mais velho, em 77 e o “seminarista”, em 86. Assim, não tenho a quem perguntar mais sobre o ato.
    Hoje em dia, sou colaboradora do Seminário e oro pelos sacerdotes e pelos seminaristas. Reafirmo que, se puder ajudar de alguma outra forma, estou à disposição.
    Maria Rachel

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