A nossa Igreja no lixo !

 

Às vésperas das eleições presidenciais,  chegamos ao  extremo de ver o Papa Bento XVI pedir um engajamento maior e mais decisivo dos seus Bispos  do Brasil em favor da defesa da Vida e contra a legalização do aborto no nosso país. Seu apelo virou manchete em todos os jornais:

Uma cobrança  clara de Bento XVI  diante da omissão de muitos dos nossos Padres, Bispos e Arcebispos que se calaram diante da realidade do PT trabalhar pela legalização da aborto no Brasil.

E como se não bastasse  só esse silêncio e  omissão por  parte da nossa Igreja,  ainda tivemos aqueles  Bispos e Sacerdotes que vieram com  a ousadia de darem o seu apoio ao PT;  como fez, por exemplo,  Dom Luiz Carlos Eccel, então Bispo de Caçador, município de Santa Catarina:

 

Um escárnio: no dia seguinte ao pedido do Papa, ele  fez exatamente o contrário. Essas  suas palavras e declarações de apoio à Dilma e ao PT  jogaram no lixo  o Magistério da Igreja.  Jogaram esgoto abaixo seu compromisso de  fidelidade, comunhão e unidade  com  Bento XVI.

Como vimos tantos outros Padres e Bispos fazerem, dividindo a nossa Igreja. Bispo se levantando  contra Bispo. Padre contra Padre. Muitos chegaram ao ponto de dizer  que o documento  << Apelos aos Brasileiros e Brasileiras do Reginal Sul-1 da CNBB >>  era falso. 

Um absurdo!  Padres e Bispos se levantarem contra a autenticidade deste documento, onde as declarações sobre as ações do PT para a legalização do aborto no Brasil são verdadeiras e bem fundamendatas e nenhuma delas desconhecidas pelas nossas autoridades eclesiais.

 O  Padre, o Bispo e  a pastoral que for, que disse  que este documento era falso, preferiu jogar no lixo  o Evangelho de Jesus Cristo. Quem  não trabalhou pela divulgação e  até mesmo impediu a sua distribuição,  ou quem achou melhor ignorá-lo não esta com a Igreja e  se contrapoe ao seu Magistério.  São  Padres e  Bispos  inteiramente dispensáveis da vida da Igreja, uma vez que não estão em  comunhão com o Papa.  Estão na Igreja, mas não são da Igreja e nem atuam como Igreja.

É muito triste dizer isto:  muitos Padres e Bispos estão jogando a  nossa   Igreja no lixo!  Como pudemos ver nestas eleições em tantos exemplos lamentáveis:

Como um Bispo agindo na sua condição de Bispo pode  se levantar contra outro Bispo?  Falo da afronta  que Dom Demétrio, Bispo de Jales,  fez ao seu  irmão de Bispado, Dom  Luiz  Gonzaga Bergonzini por este ter se posicionado de uma maneira  clara e acertiva  em defesa da vida e contra as ações abortistas do PT.    Mais do que um ataque pessoal a Dom Luiz, foi um ataque ao Evangelho, ao Magistério. Um ataque à nossa Mãe Igreja, jogando-a no lixo.  Uma conduta inaceitável para quem é Bispo. Como um Bispo da Igreja Católica pode vir à público atacar outro Bispo com o intuito de defender um Partido Abortista? Uma vergonha! Um Bispo assim não faz parte da Verdadeira Igreja Católica, esta na Igreja, mas não é Igreja.  Condutas como esta,  fazem  com que  a verdadeira Igreja de Jesus Cristo  seja jogada no lixo do relativismo e da dessacralização, como estamos vendo acontecer no mundo inteiro.

 Como se não bastasse esta parte apodrecida da Igreja do Brasil  vinda da falsa teologia da libertação, ainda fomos surpreendidos por novos inimigos, que ao invés de se levantarem como Testemunhas de Cristo, acabaram se tornando em traidores do Evangelho da Vida, como pudermos ver acontecer com a Canção Nova, nas ações protagonizadas pelo Chalita, Eto e  Cia, e  de todos aqueles seus membros que se omitiram e deixaram a CN  – mesmo sendo  um gigantesco complexo de comunicação católica –  silenciar a voz pela defesa da vida e dar apoio e acolhida ao PT.  Num ato inimaginável  e escândaloso  que acaba atingindo a já desfigurada e tão combalida  Renovação Carismática Católica no Brasil.

Ainda temos  o triste episódio  dos três  orgãos da CNBB que assinam um manifesto de apoio à integralidade e implementação imediata  do PNDH-3 do PT, como  esta no site: www.pndh3.com.br/sobre.   A Pastoral da Terra, com a presidência de  Dom Ladislau Biernaski;  o  CIMI – Conselho Indigenista Missionário, com  Dom Erwin; e a Comissão Justiça e Paz de SP, representada por Padres e Religiosas.

Até hoje os Bispos e autoridades eclesiais  responsáveis por estes orgãos, bem como o secretariado do CNBB não responderam a nenhum dos nossos emails pedindo a retirada dos seus nomes  deste abaixo assinado pró aborto e de todas as outras aberrações contidas  no PNDH-3. Mais uma vez, estamos diante das ações  que estão sendo feitas contra a nossa Igreja e  contra o seu Magistério, vinda dos seus próprios Padres e Bispos.

Depois de todas as graças recebidas no  Ano Sacerdotal: <<  Fidelidade de Cristo, Fidelidade do Sacerdote >>, nossa Igreja não permanecerá assim do mesmo  jeito, não ficará mais sendo jogada no lixo como estamos vendo acontecer em tantos casos.   Não haverá mais espaço para a atuação de Padres e Bispos infiéis. A última palavra na Igreja ficará com os seus Santos, com aqueles que se levantarem  como Testemunhas de Cristo, como os verdadeiros anunciadores do Evangelho.

Vem Senhor Jesus socorrer a tua Igreja no Brasil !!! 

obs: o grifo do PT em vermelho  é para lembrar o sangue derramado de todos os nascituros assassinados nos abortos.

Ernesto Peres de Mendonça – Comunidade Família de Deus

 

 

 

<<<  Que o Deus onipotente e misericordioso vos ilumine com o advento do seu Filho, em cuja vinda credes e cuja volta esperais, e derrame sobre vós as suas bênçãos  >>>

 

 

A nossa oração de hoje na Quaresma pelos Sacerdotes e Bispos:

 

 

<< Ó Maria concebida sem pecado, socorrei os Bispos e  Sacerdotes que mais estiverem em perigo de se perderem e fazerem perder as almas que lhe foram confiadas. Nós te pedimos pela conversão e santificação de todos os  que mais estiverem ofendendo o Sagrado Coração do teu filho Jesus e o teu  Imaculado Coração >>

Com o oferecimento dos nossos sacrifícios do dia de hoje !

 

 

 

<<< Os Sacerdotes são as fibras delicadas do Coração de Jesus  >>>

 

 

Cristo Rei: Configurar-se segundo os sentimentos do Coração de Jesus

 

Em uma visão que nunca se apagou do coração e da mente de Santa Catarina de Sena, Nossa Senhora a apresentou a Jesus, que lhe deu uma esplêndida aliança, dizendo-lhe: “Eu, teu Criador e Salvador, te desposo na fé, que conservarás sempre pura até que chegues a celebrar comigo no céu tuas bodas eternas” (Raimundo de Cápua, Santa Caterina de Siena, Legenda maior, n. 115, Sena, 1998). Essa aliança era visível somente a ela. Neste episódio extraordinário, percebemos o centro vital da religiosidade de Catarina e de toda autêntica espiritualidade: o cristocentrismo. Cristo é, para ela, como o esposo com quem tem uma relação de intimidade, de comunhão e de fidelidade; é o bem amado acima de qualquer outro bem.

Esta união profunda com o Senhor é ilustrada por outro episódio da vida desta insigne mística: a troca do coração. Segundo Raimundo de Cápua, que transmite as confidências recebidas de Catarina, o Senhor Jesus lhe apareceu com um coração humano na mão, vermelho resplandecente, abriu-lhe o peito, introduziu-o e disse: “Queridíssima filha, como no outro dia eu recebi teu coração, que me oferecias, eis aqui que agora te dou o meu e, de agora em diante, estará no lugar que o teu ocupava” (ibid.). Catarina viveu verdadeiramente as palavras de São Paulo: “Eu vivo, mas não eu: é Cristo que vive em mim” (Gl 2, 20).

Assim como a santa de Sena, todo crente sente a necessidade de configurar-se segundo os sentimentos do Coração de Cristo, para amar a Deus e ao próximo como o próprio Cristo ama. E todos nós podemos deixar que nosso coração se transforme e aprenda a amar como Cristo, em uma familiaridade com Ele nutrida pela oração, pela meditação sobre a Palavra de Deus e pelos sacramentos, sobretudo recebendo frequentemente e com devoção a santa Comunhão. Também Catarina pertence a esse grupo de santos eucarísticos com o quais eu quis concluir minha exortação apostólica Sacramentum Caritatis (cf. n. 94).

Queridos irmãos e irmãs: << a Eucaristia é um extraordinário dom de amor que Deus nos renova continuamente, para nutrir nosso caminho de fé, revigorar nossa esperança, inflamar nossa caridade, para tornar-nos cada vez mais semelhantes a Ele. >>

Papa Bento XVI – Sobre Santa Catarina de Sena

 

Para Jesus ser o Rei das nossas vidas !

 

 
<<  Queridos filhos! Hoje quando vós festejais Cristo, o ‘Rei do Universo’, desejo que ele seja o rei da vossa vida. Somente por meio da doação, filhinhos, podereis compreender o dom do sacrifício de Jesus na cruz por cada um de vós. Dai, filhinhos, um tempo a Deus, para que ele vos transfigure e vos preencha com a sua graça, de maneira a vos tornardes graça para os outros. Eu sou para vós, filhinhos, um dom da graça do amor que vem de Deus para este mundo sem paz. Obrigada por terdes respondido ao meu chamado. >> 
  
Mensagem de Nossa Senhora Rainha da Paz em Medjugorje
 
 

Perseverar na obediência da cruz para permanecer no Senhorio de Jesus!

 

Repassamos a homilia do Papa Bento XVI  na Solenidade de Cristo Rei do Universo: 

 
 
Senhores Cardeais,
Venerados Irmãos no Episcopado e no Sacerdócio,
Queridos irmãos e irmãs!
 
 
Na Solenidade de Cristo Rei do Universo, temos a alegria de reunir-nos em torno do Altar do Senhor juntamente com os 24 novos cardeais que, ontem, eu agreguei ao Colégio Cardinalício. A esses, antes de tudo, destino a minha cordial saudação, que estendo aos outros Purpurados e a todos os Prelados presentes; da mesma forma às distintas Autoridades, aos Senhores Embaixadores, aos sacerdotes, aos religiosos e a todos os fiéis, vindos de várias partes do mundo para essa feliz circunstância, que se reveste de um forte caráter de universalidade.
 
Muitos de vós deveis ter notado que também o precedente Consistório Público para a criação dos Cardeais, ocorrido em novembro de 2007, foi celebrado na vigília da solenidade de Cristo Rei. Passaram-se três anos e, então, segundo o ciclo litúrgico dominical, a Palavra de Deus vem-nos ao encontro através das mesmas Leituras bíblicas, próprias desta importante festividade. Essa se coloca no último domingo do ano litúrgico e apresenta-nos, ao final do itinerário da fé, o rosto real de Cristo, como o Pantocrator na abside de uma antiga basílica. Essa coincidência convida-nos a meditar profundamente sobre o mistério do Bispo de Roma e sobre aquele, a esse ligado, dos Cardeais, à luz da singular Realeza de Jesus, nosso Senhor.
 
O primeiro serviço do Sucessor de Pedro é aquele da fé. No Novo testamento, Pedro torna-se “pedra” da Igreja enquanto portador do Credo: o “nós” da Igreja inicia com o nome daquele que professou por primeiro a fé em Cristo, inicia com a sua fé; uma fé inicialmente amarga e ainda “demasiado humana”, mas então, depois da Páscoa, madura e capaz de seguir a Cristo até o dom de si; madura no crer que Jesus é verdadeiramente o Rei; que o é exatamente porque permaneceu sobre a Cruz e, daquele modo, deu vida para os pecadores. No Evangelho, vê-se que todos pedem que Jesus desça da cruz. Zombavam dele, mas também é um modo de se desculpar, como quem diz: não é culpa nossa se tu estás aí sobre a cruz; é somente culpa tua, porque, se tu fosses verdadeiramente Filho de Deus, o Rei dos Judeus, tu não estarias aí, mas te salvarias descendo daquele patíbulo infame. Portanto, se permaneces ali, isso significa que tu estás errado e nós temos razão.
 
O drama que se desenrola sob a cruz de Jesus é um drama universal; diz respeito a todos os homens frente a Deus, que se revela por aquilo que é, isto é, Amor. Em Jesus Crucificado, a divindade é desfigurada, despojada de toda a glória visível, mas está presente e real. Somente a fé sabe reconhecê-la: a fé de Maria, que une no seu coração também essa última peça do mosaico da vida de seu Filho; Ela não vê ainda tudo, mas continua a confiar em Deus, repetindo mais uma vez com o próprio abandono “Eis a serva do Senhor” (Lc 1,38). E aí está a fé do bom ladrão: uma fé muito rudimentar, mas suficiente para assegurar-lhe a salvação: “Hoje estarás comigo no paraíso”. Decisivo é aquele “comigo”. Sim, é isso que o salva. Certo, o bom ladrão está sobre a cruz como Jesus, mas, sobretudo, está sobre a cruz com Jesus. E, ao contrário do outro malfeitor, e de todos os outros que o escarnecem, não pede a Jesus que desça da cruz, nem que o faça descer. Diz, ao contrário: “Lembra-te de mim quando entrares no teu reino”. Vê-o na cruz, desfigurado, irreconhecível, mas, no entanto, confia-se a Ele como a um rei, antes, como ao Rei. O bom ladrão crê naquilo que está escrito na tábua sobre a testa de Jesus: “O rei dos Judeus”: crê, e se entrega. Por isto está já, subitamente, no “hoje” de Deus, no paraíso, porque paraíso é isto: estar com Jesus, estar com Deus.
 
Aqui então, queridos Irmãos, emerge claramente a primeira e fundamental mensagem que a Palavra de Deus hoje diz a nós: a mim, Sucessor de Pedro, e a vós, Cardeais. Chama-nos a estar com Jesus, como Maria, e a não lhe pedir que desça da cruz, mas estar ali com Ele. E isso, por ocasião do nosso ministério, devemos fazê-lo não somente por nós mesmos, mas por toda a Igreja, por todo o povo de Deus. Sabemos dos Evangelhos que a cruz foi um ponto crítico da fé de Simão Pedro e dos outros Apóstolos. É claro e não podia ser diferente: eram homens e pensavam “segundo os homens”; não podiam tolerar a ideia de um Messias Crucificado. A “conversão” de Pedro realiza-se plenamente quando renuncia ao desejar “salvar” Jesus e aceita ser salvo por Ele. Renuncia ao desejar salvar Jesus da cruz e aceita ser salvo pela sua cruz. “Eu roguei por ti, para que a tua confiança não desfaleça; e tu, por tua vez, confirma os teus irmãos” (Lc 22,32), diz o Senhor. O ministério de Pedro consiste todo na sua fé, uma fé que Jesus reconhece prontamente, desde o início, como genuína, como dom do Pai celeste; mas uma fé que deve passar através do escândalo da cruz, para tornar-se autêntica, verdadeiramente “cristã”, para tornar-se “pedra” sobre a qual Jesus possa constituir a sua Igreja. A participação no Senhorio de Cristo verifica-se concretamente somente na partilha com a sua base, com a Cruz. Também o meu ministério, queridos irmãos, e por consequência também o vosso, consiste todo na fé. Jesus pode construir sobre nós a sua Igreja tanto quanto encontra em nós aquela fé verdadeira, pascal, aquela fé que não deseja fazer Jesus descer da Cruz, mas confia-se a Ele sobre a Cruz. Nesse sentido, o lugar autêntico do Vigário de Cristo é a Cruz,
 
É difícil esse ministério, porque não se alinha com o modo de pensar dos homens – àquela lógica natural que permanece sempre ativa também em nós mesmos. Mas isso é e permanece sempre o nosso primeiro serviço, o serviço da fé, que transforma toda a vida: crer que Jesus é Deus, que é Rei exatamente porque chegou até aquele ponto, porque amou-nos até o extremo. E essa realeza paradoxal, devemos testemunhá-la e anunciá-la como fez Ele, o Rei, isto é, seguindo a sua mesma estrada e esforçando-nos por adotar a sua mesma lógica, a lógica da humildade e do serviço, do grão de trigo que morrer para produzir fruto. O Papa e os Cardeais são chamados a serem profundamente unidos antes de tudo nisso: todos juntos, sob a guia do Sucessor de Pedro, devem permanecer no senhorio de Cristo, pensando e operando segundo a lógica da Cruz – e isso não é nunca fácil nem óbvio. Nisso devemos ser compactos, e isso porque o que nos une não é uma ideia, uma estratégia, mas nos une o amor de Cristo e o seu Santo Espírito. A eficácia do nosso serviço à Igreja, a Esposa de Cristo, depende essencialmente disso, da nossa fidelidade à realeza divina do Amor crucificado. Por isso, sobre o anel que vos entreguei, selo do vosso pacto nupcial com a Igreja, está representada a imagem da Crucificação. E, pelo mesmo motivo, a cor do vosso hábito alude ao sangue, símbolo da vida e do amor. O Sangue de Cristo que, segundo uma antiga iconografia, Maria recolhe do lado transpassado do Filho morto sobre a cruz; e que o apóstolo João contempla enquanto flui junto com a água, segundo as Escrituras proféticas.
 
Queridos Irmãos, daqui deriva a nossa sabedoria: sapientia Crucis. Sobre isso refletiu a fundo São Paulo, o primeiro a traçar um orgânico pensamento cristão, centrado exatamente sobre o paradoxo da Cruz (cf. 1Cor 1,18-25; 2,1-8). Na Carta aos Colossenses – da qual a Liturgia hodierna propõe o hino cristológico – a reflexão paulina, fecundada pela graça do Espírito, chega a um nível impressionante de síntese ao expressar uma autêntica concepção cristã de Deus e do mundo, da salvação pessoal e universal; e tudo está centrado em Cristo, Senhor dos corações, da história e do cosmo. “Porque aprouve a Deus fazer habitar nele toda a plenitude e por seu intermédio reconciliar consigo todas as criaturas, por intermédio daquele que, ao preço do próprio sangue na cruz, restabeleceu a paz a tudo quanto existe na terra e nos céus” (Col 1,19-20). Isso, queridos Irmãos, somos sempre chamados a anunciar ao mundo: Cristo “imagem do Deus invisível”, Cristo “primogênito de toda a criação” e “daqueles que ressurgiram dos mortos”, porque – como escreve o Apóstolo – “ele tem o primeiro lugar em todas as coisas” (Col 1,15.18). O primado de Pedro e dos seus Sucessores está totalmente ao serviço desse primado de Jesus Cristo, único Senhor; ao serviço do seu Reino, isto é, do seu Senhorio de amor, a fim de que venha e se difunda, renove os homens e as coisas, transforma a terra e faça germinar nessa a paz e a justiça.
 
No interior desse projeto, que transcende a história e, ao mesmo tempo, revela-se e realiza-se nessa, encontra lugar a Igreja, “corpo” do qual Cristo é a “cabeça” (cf. Col 1,18). Na Carta aos Efésios, São Paulo fala explicitamente do senhorio de Cristo e o coloca em relação com a Igreja. Ele formula uma oração de louvor à “grandiosidade do poder de Deus”, que ressuscitou Cristo e constituiu-o Senhor universal, e conclui: “E sujeitou a seus pés todas as coisas, e o constituiu chefe supremo da Igreja, que é o seu corpo, a plenitude daquele que enche todas as coisas sob todos os aspectos” (Ef 1,22-23). A mesma palavra “plenitude”, que diz respeito a Cristo, Paulo atribuiu aqui à Igreja, por participação: o corpo, de fato, participa da plenitude da Cabeça. Eis, venerados Irmãos Cardeais – e me dirijo também a todos vós, que com nós compartilhais a graça de sermos cristãos –, eis qual é a nossa alegria: aquela de participar, na Igreja, na plenitude de Cristo através da obediência da Cruz, de “participar da herança dos santos na luz”, de sermos “introduzidos” no reino do Filho de Deus (cf. Col 1,12-13). Por isso nós vivemos em perene ação de graças, e também em meio às provações não diminui a alegria e a paz que Deus nos deixou, como garantia de seu Reino, que está já em meio a nós, que esperamos com fé e esperança, e antecipamos na caridade. Amém.
 
Papa Bento XVI – Festa de Cristo Rei de 2010