O Sacerdócio é o amor do Coração de Jesus !

 A melhor maneira de celebrarmos  O DIA DO PADRE  é a de  resgatarmos a dignidade do Sacerdócio na vida da Igreja. Dignidade esta que tem sido sistematicamente roubada pela má conduta, pela falta de testemunho de muitos sacerdotes: 

1. Em memória dos 150 anos da morte de S. João Maria Vianney tivemos o ANO SACERDOTAL

O Santo Padre, preocupado com a santidade dos ministros de Deus e, consequentemente, de todos os fiéis, quis convidar toda a comunidade cristã católica a celebrar no ano passado os 150 anos da morte do Santo Cura de Ars, Patrono de todos os párocos do mundo, reflectindo sobre o mistério e ministério sacerdotal e ofereceu para a vida da Igreja o ANO SACERDOTAL, rico em graças! O ano  contribuiu para fomentar o empenho de renovação interior de todos os Sacerdotes suscitando um testemunho evangélico mais vigoroso e incisivo”. Se em 1995, o Papa João Paulo II estabeleceu uma Jornada para a santificação dos Sacerdotes, fazendo-a coincidir todos os anos, com a solenidade do Sagrado Coração de Jesus, o nosso  Papa, Bento XVI, por ocasião da mesma solenidade, pode abrir este Ano Santo Sacerdotal  de oração pela santificação e alegria ministerial dos Sacerdotes… Um ano de graças  para toda a Igreja.

2. “Dar-vos-ei pastores segundo o meu coração” (Jer 23,4)

Quem, verdadeiramente, oferece ao seu povo pastores capazes de reuni-lo, amá-lo, e guiá-lo com sabedoria e prudência, é o Senhor. A Igreja, povo de Deus, experimenta continuamente a realização deste anúncio profético e, na alegria, continua a dar graças ao Senhor. Ela sabe que o próprio Jesus Cristo é o cumprimento vivo, supremo e definitivo da promessa de Deus: “ Eu sou o Bom Pastor”. Ele, “o grande Pastor das ovelhas”, confiou aos apóstolos e aos seus sucessores o ministério de apascentar o rebanho de Deus. Ele, o Senhor, “na sua bondade fraterna, escolheu alguns homens para que, pela imposição das mãos, se tornassem participantes do seu sagrado ministério” (Cfr Prefácio da Ordenação), na pregação da palavra de Deus, na celebração dos sacramentos que purificam e santificam, na condução do rebanho de Cristo como pastores.

Que grande dom é o Sacerdócio ministerial !

Como dizia o Santo Cura de Ars: “Oh como é grande o padre! Se lhe fosse dado compreender-se a si mesmo, morreria … Deus obedece-lhe: ele pronuncia duas palavras e, à sua voz, Nosso Senhor desce do céu e encerra-se numa pequena hóstia”. Ou, como se refere de São Francisco de Assis que afirmava: “Se eu encontro no caminho um anjo e um sacerdote, primeiro saúdo o sacerdote, depois o anjo”.

Exortamos todos os nossos queridos padres e os fiéis a tomar cada vez mais consciência desta maravilhosa realidade. Verdadeiramente  “o Sacerdócio é o amor do Coração de Jesus”.

3. O grande valor e responsabilidade do Sacerdócio

É um facto, facilmente constatável, que a maior parte dos homens do nosso tempo formam uma ideia de Cristo e da sua Igreja, antes de tudo, através dos ministros sagrados. Torna-se, portanto, ainda mais urgente o seu testemunho genuinamente evangélico, como “imagem viva e transparente de Cristo sacerdote” (Past. dabo vobis, 12).

Aqui a nossa palavra dirige-se principalmente aos nossos Sacerdotes, tornou-se popular a expressão de Paulo VI:  < o homem contemporâneo escuta com mais atenção as testemunhas do que os mestres ou então se escuta os mestres é porque eles são testemunhas. >

A procura da santidade, que é o horizonte normal de cada baptizado, é um dever ainda mais urgente para o presbítero. “Os sacerdotes são especialmente obrigados a buscar esta perfeição, visto que, consagrados de modo particular a Deus pela recepção da Ordem, se tornam instrumentos do sacerdócio eterno de Cristo” (PDV 20). É uma vocação específica à santidade, que se configura pela consagração e missão a ser sinal e instrumento de Cristo, Cabeça e Pastor da Igreja, e que se concretiza, não fora nem à margem, mas dentro e mediante o seu ministério presbiteral. O ministério é o dinamismo de identificação pessoal do padre, ministro de Cristo, de configuração progressiva com Ele, que veio para servir e não para ser servido. O ministério longe de ser um empecilho, é o caminho da santificação do Sacerdote. Disto também nos dá testemunho comovedor o Santo Cura de Ars. Para ele ser padre era exercer o seu ministério na pregação, na catequese, na celebração dos sacramentos, especialmente da S. Missa e da Penitência e no exercício da caridade.

Por isso mesmo, o sacerdote em qualquer actividade que realize, como por exemplo o ensino, não pode esquecer que é sempre sacerdote e que, portanto, também essas actividades têm que ser assumidas como serviço pastoral.

O Povo angolano, sedento de Deus, deseja vivamente que os seus sacerdotes sejam “homens de Deus”. Mas “o sacerdote não se tornará homem de Deus se não for “homem de oração” (card. Hummes). Ou como diz o Santo Padre: “Ser sacerdote significa ser homem de oração”. Oração, estudo, zelo apostólico: eis o caminho de santificação do sacerdote.

4. A pastoral vocacional

O testemunho de vida dos padres e a pastoral vocacional estão intimamente ligados, como nos ensina também o Santo Padre Bento XVI na sua recente Mensagem para o 47º Dia mundial de oração pelas vocações: O testemunho suscita vocações. De facto, a fecundidade da proposta vocacional depende primariamente da acção gratuita de Deus, mas é favorecida também – como o confirma a experiência pastoral – pela qualidade e riqueza do testemunho pessoal e comunitário de todos aqueles que já responderam ao chamamento do Senhor no ministério sacerdotal e na vida consagrada, pois o seu testemunho pode suscitar noutras pessoas o desejo de, por sua vez, corresponder com generosidade ao apelo de Cristo”. E o mesmo papa Bento XVI lembra-nos o que escreveu o seu predecessor João Paulo II: A própria vida dos padres, a sua dedicação incondicional ao rebanho de Deus, o seu testemunho de amoroso serviço ao Senhor e à sua Igreja – testemunho assinalado pela opção da cruz acolhida na esperança e na alegria pascal –, a sua concórdia fraterna e o seu zelo pela evangelização do mundo são o primeiro e mais persuasivo factor de fecundidade vocacional” (Pastores dabo vobis,  41).  Poder-se-ia afirmar que as vocações sacerdotais nascem do contacto com os sacerdotes, como se fossem uma espécie de património precioso comunicado com a palavra, o exemplo e toda a existência.

5. “ Exorto-te a que reanimes o dom de Deus que está em ti” (2 Tm 1,6).

Caríssimos filhos na fé e homens de boa vontade, rezemos pelos nossos padres, amemos e ajudemos os nossos Sacerdotes, homens que Deus nos oferece para descobrir o Evangelho de Cristo no mundo de hoje, tantas vezes ensurdecido por diversas propostas, muitas delas, infelizmente, pouco animadoras. Organizemos jornadas de oração; difundamos a iniciativa da “Adoração Eucarística pela Santificação dos Sacerdotes e Maternidade Espiritual” recomendada pela Congregação do Clero já em 2007; dinamizemos a União Apostólica do Clero, com o propósito de fortalecer a Fraternidade Sacerdotal, inclusive no aspecto econômico. A oração pelos Sacerdotes será a  nossa melhor ação que se lhes pode oferecer e consequência lógica do verdadeiro amor com que lhes devotamos.

Esperamos por muitos frutos do Ano Sacerdotal: a redescoberta  de uma forma mais profunda o Sacramento da Ordem. A renovação e restauração espiritual e humana daqueles ministros ordenados que andam enfraquecidos e desanimados para que recuperem o dom de Deus neles semeado e proponham o Reino de Deus a esta geração que tanto dele carece. E um  novo fôlego e ardor para  Pastoral vocacional, em especial para as vocações ao sacerdócio ministerial.

O Ano Sacerdotal ofereceu, e aind ofere como os seus frutos,  de um modo particular aos padres, uma bela oportunidade para reencontrar o sentido profundo da vida pastoral, como também do método mais eficaz de apostolado: o testemunho simples e credível de uma autêntica amizade com Cristo; o dom total de si mesmo a Deus no serviço do Corpo de Cristo, que é a Santa Igreja; a comunhão com o bispo, com verdadeiro espírito de serviço e obediência, evitando comportamentos reivindicativos acríticos, e com os membros do mesmo presbitério, através de itinerários concertados e partilhados na Igreja particular, onde, dia a dia, se aprende de Jesus o segredo de amar a Deus e aos irmãos. Neste sentido, a Eucaristia vivida e presidida devota e meditativamente, o sacramento da reconciliação e a escuta atenta dos nossos irmãos, devem marcar profundamente o zelo apostólico dos presbíteros.

Que Maria, Mãe do Sacerdote Jesus, ajude e ampare os nossos Sacerdotes, recebidos como filhos na Sexta-Feira Santa e enviados como testemunhas do Ressuscitado no dia do Pentecostes. Ela – Estrela da Evangelização – ensine a cada um o segredo de cumprir com humildade a vontade de Deus e fazer desta a realização total do seu ministério.

 

Coração Sacerdotal de Jesus – dai-nos Sacerdotes

Coração Sacerdotal de Jesus – dai-nos muitos Sacerdotes

Coração Sacerdotal de Jesus – dai-nos muitos e Santos Sacerdotes

Maria, rainha das missões – dai-nos muitos e Santos Missionários

 

Os Bispos Católicos de Angola e São Tomé e Príncipe

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